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Cidade do meu coração

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Pensamentos - Minha Criança

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Concerto a minha meninice

Desfiar de incontáveis memórias em rabisco
Advindas de venerável tempo que se foi

Reunir amistoso, a antiga face de meu pressagio
Contemplando lembranças de arcaico filme

Atentos a particularidade intima a cada cena
Fluir o qual meus dedos não mais podem tocar

Retenho então foco ao olhar de meu pressagio
A obter frescor cândido em meu âmago

Por coação de contido pranto vocifera minha veia
Insano despertar ao assombro de latentes recordações

Suscito clamor à rendição de meu orgulho viril
Recompensado enfim por absolvição de meu julgo

Concerto a minha adorável e imaculada meninice
Abrandar de meu coração, gradativamente normalizando

Findar de reunião recordativa, em meu camuflado quarto
Fusão temporária, e incompleta em meu insano eu

Seguindo aos créditos aos quais tenho exclusividade
Amargurando em ouvir reverberante canção final

A qual em minha mente jamais cessa


Todo ser humano trás consigo seus fantasmas, advindo de algum tempo, de alguma situação.
Muitos deles, de nossa história, da "cor" que vibra em nossos olhos, é advinda da infância, a qual mesmo sem percebermos nos deixa marcas por algo que passou.
Desde bebês, crianças, á adolescência, até por fim adultos nos tornarmos, somos acometidos pelo que veio de tempos remotos, que segue até o findar de nosso ciclo.

Dessa forma devemos buscar aquilo que ficou de nossa infância, temores, felicidades, a saudável inocência que tivemos, e traze-la para nossos dias atuais. Desta maneira estaremos trabalhando o que fomos, o que somos, nos compreenderemos melhor e nossos sentimentos que vieram sendo lapidados desde essa época.

Quem seriamos nós sem o que se encaminhou de tais tempos?
Brindemos então esse majestoso tempo que nos deu esperanças e sonhos.

Acredito que temos sempre também que aprender com as crianças muitas outras coisas, como o mais puro sentimento do amor, pedir perdão quando se errou, chorar quando necessário, não ter vergonha de tentar outra vez.
Essa é a fase mais pura de nossas vidas, a qual vemos o mundo com olhos de um encanto desmedido, um colorido sem igual.

Não deixemos tal se perder na atribulação de nossos dias repletos de regras, de ditaduras da moda, afazeres impostos, modulações de comportamentos impossíveis, e conceitos pré-estabelecidos dessa realidade cinzenta.
Trabalhe, estude, sempre procurando a felicidade, procurando quem se é de verdade, o sentimento mais puro, o aproveitar de simples coisas que brilham a nosso dia.

Seja como uma criança, eternize sua felicidade, e varra a amargura sentindo intensamente a vida.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

*0Soul Eraser0* - Valentine' day - Dia dos Namorados

12 comentários

Apesar de não estar namorando( e estar muuuuito bem assim), resolvi fazer uma postagem hoje, em homenagem á aqueles os quais estiverem nesta situação, ou aspirando a mesma.

Pessoalmente não sou muito fã desta data, pelo sentido comercial("vamos comprar presentes!") que esta galga. Assim como muitas outras que mostram esse sentindo comercial forte, também não me alegram muito, pois boa parte das vezes o comercial sobrepõe se ao sentimento da data, a força da comemoração em si, que é o que une as pessoas na ocasião.
Porem, faz parte infelizmente,"admiravel mundo novo"(quem leu sabe o que quis dizer) uahahahahaha

Sem mais delongas vou mostrando a imagem capa desta postagem(acima), seguida da postagem com a imagem ao qual emprego o titulo(abaixo seria?hehehe), referente a dos personagens da história que estou fazendo(Soul Eraser).
Bom proveito cinto de segurança acoplado na poltrona, pipoca ta em cima do balcão, e a coc...hum...tem suco de laranja na geladeira muahahahaha.

Segue táaaambem um pequeno texto de minha autoria sobre o dia dos namorados:

NAMORAR

É o que se diz de não apenas ficar
Sentimento pleno de alguem completar

Alicerce duradouro, de preciosas sensações
Alegria, calor, vida, intensidade, amor

Meu eu presente dentro de ti a festejar
Tal qual teu eu baila o pulsar de meu coração

Inspirar pleno do que me era em falta
O aroma mais doce, a divinamente me encantar

Canção que ilumina meus dias mais negros
A qual tempestade alguma irrita ou machuca

Desejo em respirar-te, lhe ouvir a mim suspirar
Nectar de tua existencia, a me alimentar docemente

Teu brilhante olhar, o topo de meu mundo
Teu sorriso, o tesouro que me encanta a alma

Conhecer te, semear eterno de minha felicidade
Estar contigo, um passo para o paraiso.


A maga e o lobo

Em uma fria manhã, de inicio de outono, uma aprendiz de maga entra em uma densa floresta, em busca de alguns componentes para uma poção.

A jovem contempla tudo a sua volta, apreciando cada detalhe da composição atentamente
Segue por caminhos de elementos suaves, repletos de flores, e longas arvores, afastando-se cada vez mais da cidadela, e suas conhecidas fisionomias.
Até chegar próxima a um pequeno riacho.

Em seu caminho encontra a temível figura de um lobo a sorver das águas deste córrego.Ao notar sua presença a criatura lhe olha ferozmente, enquanto a maga o observa apavorada, sem conseguir ter qualquer reação.

Todavia a animosidade de ambos é quebrada, como a um estalar de dedos.Mágico tom envolve a ambos.

Um sentimento de curiosidade, e anseio os preenche, enquanto se observam atentamente.
A maga estava encantada com a selvageria, o mundo livre, e intrigante da figura peluda, e sua empatia com a natureza.

O instinto que lhe cobria as veias, a forma como o lobo via tudo com seu entendimento, guiado apenas por sua sensibilidade.
Quanto ao lobo, este observava atentamente a maga. Reparava em suas vestes, o tom de sua pele, a filosofia que expirava sem falar, e sua compreensão intelectual sobre o mundo, a ânsia pelo saber, a busca de compreender o mundo.

Ficaram desta forma se observando por instantes, enquanto circundavam a volta um do outro, para melhor conhecer a dimensão de expressões que cada um possuía.
Faltava alguma coisa ao mundo da maga, assim como a selvagem criatura, em relação ao que o seu imediato dispunha.

Resolveram por fim seguir, aprofundar a esfera do outro.
A Maga incorporou a pelagem do lobo rumo a seu mundo, sentindo a existência como nunca houvera sentido, a forma como apenas o sentido, as impressões causadas a pele, o instinto, poderiam interpretar. Passando a deixar assim seu intelecto de lado.

Respirava o mundo, e o mesmo respirava a ela.

O lobo, após, vestiu o mundo adornado da maga, sendo presenteado com um propósito, uma razão, algo alem de suas andanças.
Obteve também a ambição, sentimentos que tinham nomeações e compreensões, era agora possuidor do saber sobre a lógica da existência, e sentia o mundo como expressão de Deus.

O encanto que os envolvia é quebrado.
O laço que permitia a ambos estarem unidos, mesclados, em um outro passo, se desfaz, enquanto se tocam sutilmente, olhando um sem desviar o olhar do outro.

Era momento de cada um seguir seu rumo, levando consigo parte do que fora disposto pelo próximo, uma pequena semente dentro de si, para nunca se esquecerem,nem esquecer suas disciplinas.

O lobo segue floresta adentro, uivando como nunca uivara antes.

Passara agora a compreender sua existência de uma forma diferente, a si mesmo como único, como uma expressão da vontade de Deus, compreendendo melhor o amor.


A maga segue de retorno à cidade, tocando as arvores, sentindo a mata lhe tocar, como se fossem um só com ela, em intensa harmonia.

Enquanto ouve sua mentora lhe chamar ao longe, preocupada com sua demora.

Bem...eu tinha esse texto, ao que considero mais interessante, porem infelizmente eu o perdi a algum tempo, apesar de lembrar que o tinha para postar hoje. Desta forma procurei escrever como me lembrava deste conto, e o que ele pregava.
Espero que tenha ficado bom, criticas e elogios serão aceitos.
Um abraço a todos, e Feliz dia dos Namorados.

Um abraço especial a meus amigos de caminhada OCP e Brazzzil, obrigado pela presença sempre.