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Cidade do meu coração

terça-feira, 5 de julho de 2011

Flores de ArguinVille

8 comentários

Olá caros companheiros do Blog!

Hoje vou resumir, pois o conteudo do blog é extenso, mas, posso adiantar que comigo está tudo bem, com a graça de Deus, o que imaginava um problemão, nada mais se mostrou que um susto sem maior tamanho.

Abaixo segue um texto que "pulou" na minha cabeça, logo após ter voltado do mercado, em uma tarde qualquer, enquanto ouvia uma música no PC, que acompanhava-me guardando as compras.
Vai entender... espero que gostem:

Flores de ArguinVille

Há muito tempo atrás em uma floresta vivia uma garota, que todos os dias ia tirar água no poço, que ficava a alguns poucos quilômetros de sua residência, para poder suprir as necessidades de sua pequena habitação.


Alem disso ela cuidava do pai, que estava enfermo a bastante tempo, tendo ainda que comprar alguns medicamentos para ele no vilarejo próximo, com o dinheiro que conseguia com a venda de alguns doces que fazia com frutas das arvores de seu jardim. Era uma vida que, apesar de parecer estável, morna, tinha um ritmo acelerado, devido a quantidade de afazeres delimitados a bela moça.


Porem ainda assim está sorria, observando a vida como bela, sendo um presente de uma força que ela não sabia explicar, apenas conhecia de nome, e ouvia vez ou outra uma menção em uma pequena capela que ficava no vilarejo, a qual ela freqüentava vez ou outra.


Certa manhã a jovem de olhos claros, e cabelos tom de avelã ia tirar água do poço, quando viu um homem, próximo dos trinta anos, cabelos negros como a noite, assim como seus olhos, barba cerrada, o qual se embriagava com uma garrafa de um liquido alcoólico qualquer, qual a moça não soube de pronto identificar. Apesar disso, porem, a não tão poucos metros do sujeito, ela conseguia sentir o tom de embriagues dele, que chorava compulsivamente, sem porem emitir nenhum som.


Aquele homem...


Era uma representação completamente inversa da donzela mal saída da adolescência, a qual ainda usava roupas vindas de seu tempo de menina, as quais aparentavam estar bem gastas, devido ao tempo que as possuía.


O homem vestia as mais belas peças, e melhor combinadas do que a simples senhorita havia visto em toda a sua vida, o que a fez imaginar que aquele homem não pertencia àquela região.


Admirada, e ao mesmo tempo um tanto assustada com a presença do ilustre, e bonito senhor naquela área, ela permanece quieta por alguns instantes, observando a distancia, sem ser notada.


A seguir ele a olha, reparando por fim que alguém estava próximo a ele.

Por um momento ele a fita, e em seus olhos é possível ver um tom avermelhado fora do comum, demonstrando que provavelmente ele deveria ter utilizado algum tipo de entorpecente intenso, devido ao tom alucinado que seus olhos apresentavam também.

Envergonhado de estar naquele estado ele abaixa seus olhos, reservando os para si, e recolhendo seu choro.


Algo naquele senhor encanta a jovem, que se aproxima um tanto receosa, e por fim lhe entrega um lenço para que possa enxugar as lagrimas recém descartadas.

O homem aceita, agradecendo com a cabeça, enquanto chora ainda mais.Alem disso suas mãos tremiam muito, como quem sofria por algo terrível que lhe havia acontecido, ou estava à espreita de acontecer.


Atenta a tal sentimento a garota de cabelos levemente ondulados tira um pouco de água do poço, e lhe oferece, enquanto lhe afaga os cabelos suavemente, quase sem o tocar.

O senhor bebe a água, enquanto seu olhar, ainda baixo, observa as pernas daquela menina mulher, que estavam à mostra devido a estar utilizando um vestido, que ia até um pouco acima dos joelhos. E nisso percebe o quanto estes pareciam estar mal tratados, havendo alguns arranhões, tendo uma pele que demonstrava estar bem ressecada, alem de ter os ossos mais evidentes do que o normal, devido à magreza que tinha (a qual porem não era demonstrava falta de saúde).


Por fim eles se olham por um momento, que parece não terminar, até que o senhor levanta-se, e a abraça, a seguir lhe entregando uma razoável quantia em dinheiro, o bastante para um ano, ou mais talvez, comparado ao gasto que normalmente a moça tinha por mês.

Tal atitude impressiona a pequena moça, que sem palavras começa a chorar, enquanto visualiza o homem sair cambaleando vagarosamente, em direção a densa e escura mata que levava a uma estrada para fora da região.


Os brilhantes olhos claros da jovem ganham o céu, azul acima de si, com alguns pássaros a sobrevoar de um lado para o outro suavemente.

Neles é possível ver uma expressão de alivio, e ao mesmo tempo de tristeza, enquanto pronuncia um pedido, aquele quem mal conhecia.


- Deus querido, cuida de meu irmão, para que um dia, ele possa voltar para nós, e se deixar ser perdoado por meu pai, antes que seja tarde... - Roga com fervor a humilde moça, enquanto aperta as mãos com firmeza, devido a intensidade de seu desejo.


Após isso ela pega a água que lhe é necessária, e volta para amparar o pai, o qual, apesar de mal lembrar-se dela, devido à intensidade dos problemas que lhe acometiam, ainda assim, a amava, por saber ser ela quem lhe dava afeto.


O interessante em tudo, é que o pai lembrava-se do irmão mais velho dela, com o qual um dia teve uma discussão forte, devido ao jeito desordeiro, e boêmio com que levava a vida, sempre causando confusão, e o expulsara de casa, fazendo com que este fosse para longe, para outra cidade, de onde nunca mais voltou.


Tal homem, a quem a moça tinha tremendo afeto, sempre ficava as redondezas do poço, um local belo e sossegado, para aonde ia quando queria pensar na vida, ou se isolar, devido a algum problema que lhe havia ocorrido.Pois sabia que aquele poço não era normalmente usado, a não ser por sua família, que morava afastada da região.


Naquele dia, o deprimido e arrogante senhor porem tinha outro propósito, de ali, próximo ao lugar de tantas lembranças, curtir os últimos momentos de sua vida.Isso pois naquela colorida e encantadora manhã de sol, pretendia arremeter um projétil metálico a sua crânio, devido a tristeza que sua vida, apesar de abastada, mas vazia, lhe proporcionava.


Porem, ao vislumbrar uma muleca, agora mulher, que ainda lhe recebia com afeto, resolve mudar o fluxo de seus pensamentos, tendo em mente o desejo, e procurando acumular força de vontade, para se recompor, e por fim, poder voltar a ir em encontro ao pai, de quem havia herdado o mesmo tipo de mal, que aos poucos já demonstrava incomodar sua vida, e futuramente, também lhe concederia uma debilitada situação, caso não acelera-se o tratamento do que lhe afligia.


Assim os irmãos cruzam passos opostos, tendo consigo a ligação de um bonito propósito em comum, enquanto um vento forte soprava sobre ambos, a lhe afagar os cabelos, e demonstrar ampara-los, confortando o sentimento de seus corações, com o delicado aroma de flores que lhes arremessava a respiração. Flores brancas, de leve tom lilás, que enfeitavam quase todo o canto daquela bonita região.


O fato porem que ambos desconheciam, era que enquanto o encontro entre eles se dava, a vida havia mandando o anjo de manto negro sobre o pai, que não resistindo mais, acabou por deslizar seu ultimo suspiro, deixando apenas seu corpo inerte sobre a cama, com um suave sorriso, de quem sabia que a vida iria cuidar de seus meninos, e aproxima-los dias desses.


Era questão de tempo, o tempo que a tudo aproxima, e que a tudo a ele se curva, o desígnio da majestosa força da existência, a qual todos naquela região davam o nome simples de Pai.

Para completar segue fotografias de um lugar lindo que estive esses dias:






Ah sim! Alem disso Foi "dia do Operador de Telemarketing" esses dias! Palmas para mim que ainda estou nessa vida chata!!
Mas ainda me livro disso, Deus é mais.

Abaixo segue foto do meu pequeno "escritório", com algumas guloseimas que ganhei pelo dia:


Deixo também a musica e video do Aerosmith, Fly away from here, que adoro!