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Cidade do meu coração

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Soul Eraser capitulo 1 - parte 3 ,4, e final

Estranha aparição...

O forte calor do dia em pleno sol a pino começa a pesar bastante sobre o jovem homem lobo, que andando por um deserto percurso desprovido de arvores, em um chão de terra batida, intensificam o desgaste. Ele em função do calor retira as bandagens de suas feridas, por coçarem muito, deixando as cicatrizar a mercê dos ventos.
Ao encontrar um trecho sombreado do caminho então o garoto acaba por não resistir, e resolve parar um pouco abaixo da sombra vistosa de uma das arvores.

Após um breve descanso o rapaz pega um pequeno cantil de sua mochila, e sorve um pouco de água, procurando guardar uma considerável quantia para o tanto que sabia que necessitaria, até chegar à cidade mais próxima. Todavia ele ainda tinha outra necessidade que não teria como adiar, a vontade de alimentar-se.
Buscou pela área por encontrar alguma arvore frutífera sem ter sucesso algum, partindo para a segunda opção, a de caçar algum animal, por não haver mais nenhuma outra fonte de alimento disponível, e por não dispor de alimento algum consigo.
Ele então anda por algum tempo naquela área, por fim tendo a atenção atraída para uma área repleta de pequenos arbustos, e consegue visualizar um coelho que não percebe sua presença. Dessa forma ele abaixa se vagarosamente, e arma discretamente sua besta para disparar, porem o coelho move-se rapidamente para fora de sua vista, e ele ao tentar alcança-lo acaba por causar muito barulho, o que faz o coelho fugir rapidamente.
“Coelho filho de uma vadia!” é o único pensamento que o jovem consegue formular, enquanto continua sua empreitada em acertar o coelho, onde apesar do esforço o pequenino peludo ainda permanece escapulindo das investidas do rapaz, até por fim ser acertado por um dos virotes da besta, desabando no chão completamente sem vida.
O homem lobo ao aproximar-se da vitima, vendo o sangue escorrer do pequeno corpo do animal sente compaixão pelo mesmo, pedindo desculpas por ter-lhe ceifado a vida, o que normalmente não o faria se não para alimentar-se.
Levantando o coelho a altura do olhar, lhe vem uma lembrança de uma época em que aprendia a caçar, onde lembra de si pequeno acertando um animal como aquele, porem com um arco e flecha, recebendo os parabéns de alguém a quem ele olha com desdém. Neste instante termina seu pensamento dizendo ao cadáver em suas mãos “É pequenino amigo... essa é nossa covarde lei de sobrevivência, onde ceifo sua vida para valer meu indigno traseiro mais um dia...”.
O garoto sorri pensando que por fim haveria de comer algo depois de ter caminhado a manhã toda, quando ouve o barulho de cavalos aproximando se com rapidez, e corre para esconder-se em uma área mais fechada próxima a si.

Uma nuvem de poeira surge no horizonte, e aproxima-se revelando um non-humano sobre um cavalo, fugindo de um grupo de seis indivíduos, revestidos de armaduras, também a cavalo. Os perseguidores eram dois anões, um giganto e três repitilianos que atacam o non-humano com flechas, e disparos de revólveres. Destes tiros, dois deles acertam o ombro e a cintura do non-humano, e uma flecha acerta as costas do mesmo, enquanto um tiro e três flechas acabam por acertar o cavalo, o que faz com que o mesmo desabe no chão.
Os opositores ao non-humano descem de seus cavalos a gargalhadas, e aproximam-se do homem agonizando ao chão, e o levantam, colocando uma corda em seu pescoço, e passam à outra ponta na arvore, içando o homem que começa a sufocar.
Alem disso o homem recebe alguns xingamentos de seus opositores, como “raça ruim”, nojento, “sub - raça”, e “podre azedo”, terminando por ouvir dos seis que ele e toda sua raça seria extinta.
O Homem lobo que assistia a tudo sem ser percebido, oculto em uma área longe da estrada, apesar da revolta pela discriminação contra aquele homem, fica imóvel, sentindo seu corpo todo formigar, e seu coração palpitar, alem de um suor frio lhe escorrer pelo corpo pelo simples pensamento de poder lhe acontecer o mesmo.

Pouco a pouco a força do non-humano começa a se esvair, e quando ele está à beira da morte ainda recebe de seus carrascos a tortura de ter seu corpo mutilado pelas facas dos mesmos, que lhe fazem diversos cortes pelo corpo todo, até por fim o homem falecer.
Sentindo um tremendo desgosto ao ver aquela cena, e engolindo seco, o jovem homem lobo se segura para não chorar de revolta por aquele pobre homem, que assim como o coelho a quem ele matara anteriormente, não teve qualquer chance de escapar.
Em um reflexo involuntário o jovem acaba por se movimentar, resultando em um barulho que revela sua presença, e os seis sinistros resolvem ir verificar o que seria aquele som. Ao ver os seis vindo rapidamente o homem lobo fica imóvel sem saber o que fazer, e ao tentar correr acaba por receber um tiro que o acerta de raspão no braço, o fazendo cair com o susto, e os três conseguem aproximar-se dele.
- Parece amigos que hoje é um dia de eliminarmos vermes! – diz um dos anões com longos cabelos negros.
- Temos que fazer nosso serviço, livrar estas terras de criaturas assim – diz o giganto, enquanto imobiliza o homem lobo no chão, segurando seu pescoço, deixando o jovem aterrorizado.
Os demais ficam quietos, apenas olhando o homem lobo com um olhar de desprezo, sarcasmo, ódio, e euforia, por saber que saciaram mais uma vez seu desejo de matar. Começam a pensar sobre o destino do garoto, quando uma maciça lança de ferro acerta um dos repitilianos no meio das costas, o fazendo tombar.
Quando os demais se viram a ver o que acertou seu companheiro, acabam por se deparar com um robusto homem de cerca de mais de dois metros, vestido inteiramente com uma armadura vermelha, com um elmo que nem mesmo permitia ser lhe visto os olhos. Este misterioso ser de vermelho movimenta-se rapidamente, acertando um soco em outro repitiliano, e após isso um chute no giganto, e rapidamente recupera sua pesada lança, acertando a mão de um dos anões com a mesma, antes que esse pudesse atirar contra ele com o revolver.
O robusto guerreiro simultaneamente acerta o anão na cabeça fortemente, causando uma imensa ferida, assim como acerta com a ponta da lança o lado direito do peito do ultimo repitiliano ainda de pé.
Sem esforço a misteriosa mancha vermelha faz seus adversários apresentarem a mesma coloração sobre os mesmos, tendo seus sangues cobrindo o surrado solo com a pigmentação avermelhada. Restavam no cenário apenas agora o homem lobo, o guerreiro de vermelho, e o anão de longos cabelos negros, que arrastava-se para longe, implorando piedade de seu robusto inquisidor, mas sendo acertado violentamente no peito apesar disso.

O intenso metálico brilho avermelhado agora aponta sua afiada arma em direção ao jovem, e questiona algo ao mesmo, que soa de forma mais ameaçadora, e aterrorizante quanto a intimidante presença do perverso sexteto.
A voz menos grave que a sua, entornada por um tom metálico da vibração na armadura, faz o homem lobo estremecer ao ser questionado, “por que deveria lhe deixar viver raça demoníaca maldita?”, e ele mesmo não tendo tempo para responder tem a lança encaminhada na sua direção, parada a poucos centímetros de seu peito, quando o guerreiro na armadura vermelha para bruscamente enquanto olha fixamente para os olhos do homem lobo, que lhe olha de maneira assustada.
O grande guerreiro curva-se, aproximando seu rosto ao do homem lobo, e lhe diz de uma forma aparentemente amigável, olhando mais profundamente ainda os olhos do mesmo “hum! Você não é tão ruim quanto parece. Vemos-nos no futuro garoto”, e por fim vira se de costas para o jovem, depois assovia para seu cavalo, que surge de uma área próxima à estrada de forma misteriosa, apresentando o mesmo tipo de adorno metálico de cor avermelhada sobre o corpo.

Por fim o cavaleiro monta em seu cavalo, e parte rapidamente, deixando ao homem lobo uma cesta com alguns mantimentos, dizendo sentir que o rapaz está faminto.
Sem conseguir acreditar em tudo que acontecera até o momento, abalado com a presença dos cadáveres no chão, o homem lobo demora vários minutos até conseguir se mexer. Quando consegue verifica a sacola deixada, vendo alguns frutos, e pães. Mesmo ele sem saber por que começa a ingerir, apesar de algum receio dos mesmos estarem envenenados, e após descansar um pouco retoma o caminho da estrada ainda atordoado, olhando por alguns instantes o cadáver do non-humano pendurado a arvore.



“Encantadora” Arbsom...

Até o fim da tarde nada de diferente ocorre, sendo uma travessia longa e silenciosa, e o jovem após ter andando bastante resolve parar para descansar em vista de estar escurecendo, alem do cansaço que lhe domina o corpo, principalmente em seus pés.
O lugar onde está é uma área repleta de pequenas arvores, e uma vistosa mata com várias florações rochosas que formam uma espécie de mosaico. Por ser uma área mais alta, como um morro, o homem lobo visualiza bem ao longe, bem pequena, o que parecia ser uma cidade.
Por seus cálculos imaginou que poderia estar lá seguindo viagem durante a noite até as primeiras horas da manhã, e apesar do vento que anunciava a chegada do frio, e o cansaço que sentia lhe pesar o corpo, não desistiu do caminhar. Ele prossegue bebendo um pouco de água para aplacar a sede, enquanto segue seu caminho observando os últimos raios do sol daquele turbulento dia.
O jovem continua então a empreitada, e apesar do cansaço sente um sentimento antagônico ao que sentia na noite anterior, dessa vez agradecendo por estar vivo apesar de tudo, e continua sentindo uma sensação de tranqüilidade e paz cobrir lhe de todo.

Porem diferente solo a consideráveis passos que ele ainda haveria de dar revelam algo contrario. Na residência de um idoso senhor, barulhos estranhos em seu imenso quintal o fazem sair para averiguar,apesar de temeroso, porem armado com uma espingarda que segura firmemente.
Plena já faz se a noite, e a lua cheia que apática estava no céu agora é luz a auxiliar a iluminação de um elfo senhor de longas barbas, e cabelos brancos, que segue todo seu vasto terreno a procurar, acompanhado de uma pequena lamparina que lhe auxilia a colocar luz onde a força da lua não alcança. Tudo parece estar tranqüilo para o velho, que suspira aliviado, quando entretanto um barulho anuncia algo a cerca de 5 metros a sua esquerda, que lhe chama a atenção.
Quando ele olha a ver o que era, ainda tremulo, consegue ver se tratar de um senhor da raça dos grilonfanhes, de cerca de meia idade, altura média, utilizando um sobretudo, a dispor de um capuz que lhe cobria a cabeça, vestindo trajes aparentemente de explorador.Alem disso podia se ver ter um distinto bigode, cabelos negros, alem de esbelto.Os olhos não se podia ver, porem os poucos detalhes do rosto se apresentaram familiares ao senhor elfo, que se sentindo mais aliviado abaixa a arma a qual empunhava em direção ao sujeito, enquanto pronuncia seu nome.
-Cléris!Bom ver que é você, faz tanto tempo que não o vejo!O que está fazendo parado ai deste jeito? – Diz o senhor elfo amigavelmente, sem entretanto obter resposta do outro, que permanecia parado abaixo de uma grande arvore, olhando vagamente para o chão – Cléris?Algo errado?

No instante em que o senhor elfo termina de dizer estas palavras, o Grilofanhe que estava a ocultar o braço esquerdo às costas revela uma espada de lamina avermelhada, lamina essa que se movia como uma gosma viva. Alem desse detalhe o grilofanhe acaba por inclinar seu corpo um pouco mais para frente, podendo ser melhor visualizado seu rosto que transmitia uma expressão fria como a de um assassino impiedoso, e tinha os olhos preenchidos completamente por uma luz azul que se movia como fogo, a parecer ser o olho composto apenas dessa matéria.
O ancião a frente da ameaçadora presença do negro véu de azulada chama ao olhar, que lhe espreitava, acaba por perceber que apesar da aparência idêntica a de um conhecido seu, tratava se na verdade de alguém com intenções nada amigáveis em relação a ele.
-Você não é Cléris!!! – Diz o velho enquanto atira com sua espingarda em direção ao sujeito.
Porem o misterioso homem envolto no manto desvia, movendo se com a velocidade de uma sombra no findar da luz, e com um golpe certeiro cruza o peito do desgastado elfo, que apenas urra de dor e desespero, enquanto sente sua vida se esvair de uma forma estranha, alem do que a lamina normalmente conseguiria.
No momento em que a lamina toca o corpo do velho parece sugar toda a vitalidade do mesmo, onde todo o sangue e a carne vão sendo muito rapidamente drenados, restando apenas por fim a pele, os ossos, e os ralos cabelos esbranquiçados.
Entre o drenar do ultimo quinhão de composição do ancião é possível ouvir um grito feminino rouco chamando alguém, repetido varias vezes, e se aproximando cada vez mais.A voz parecia ser de uma mulher com idade compatível ao velho, sendo provavelmente sua mulher.
Antes que a senhora consiga chegar próxima ao corpo munida também com uma lamparina a lhe iluminar a escuridão, o assassino desaparece rapidamente, a uma velocidade inconcebível a uma pessoa comum.
Chega ao local por fim uma velha senhora, que com a iluminação provida pela lamparina consegue visualizar a inópia sobra de seu companheiro, fazendo a gritar e chorar tristemente em profundo desespero, amparada pela iluminação lunar a lhe destacar o flamejar das lutuosas lagrimas.


Na manhã seguinte o homem lobo exausto por sua empreitada consegue chegar, aos primeiros raios de sol, até a entrada da cidade que pretendia, sem porem acreditar no que avistava com seus fadigados olhos.
As muralhas da cidade assim como o portão principal estavam em péssimo estado, transmitido a desoladora sensação de terem sido danificadas por alguma catástrofe de origem natural, ou mais provavelmente causadas por algum conflito entre reinos. Era possível ver também na entrada um brasão imenso, e o nome da cidade, ARBSOM, acima do portão de entrada em uma placa de metal velha.
Na entrada da cidade havia antipáticas figuras, que ao ver o garoto se aproximar ficaram atentas, e ao passar alguns instantes um deles começou a dirigir se até o homem lobo, que estava a cerca de 300 metros de onde eles estavam, e chegando cada vez mais perto da entrada. Este ser que se aproximava pertencia à raça dos orcs,era verde e de cabelos longos e castanhos, os outros dois eram um anão de cabelos e barbas vermelhas, e um rauntaf de pelagem cinza, todos robustos, e aparentemente jovens, exceto o anão que parecias ser de meia idade.E eles vestiam gastas armaduras de tom esverdeado, trajando calças amareladas, e elmos de coloração acinzentada.
-Alto!Pensas que ira aonde seu trapo imundo? – Diz em tom sarcástico o Orc, apontando sua pujante, porem desengonçada espada de lamina serrilhada, com uma tonalidade a lembrar ferrugem.
-E-e-eu desejo entrar na cidade, por gentileza guardião – Fatigadamente balbucia o homem lobo a resposta, sentindo o cansaço da noite não dormida sobre seus sentidos, e levanta os braços em sinal de paz – Posso garantir que apesar de minhas injurias sou apenas um azarado, que entre seu percurso encontrou indivíduos dos quais lhe eram hostis sem nenhu....
-Cala-te verme imundo, e nefasto, tu não és bem vindo aqui! – Diz asperamente o Orc, que depois exprime um sarcástico sorriso – Alias...posso a tua entrada fornecer, porem terás que pagar algumas BOAS moedas de ouro...para um bastardo sujo como tu...farei a cortesia de 10 moedas “apenas”, para compensar a vergonha que fará a cidade passar há - há - há !!!
- O que disseste? Há- há- há- há!Pedes isso por minha entrada em ruínas como está? – Diz o homem lobo em tom humorado sem conseguir conter as gargalhadas, que pelo cansaço lhe fluíram facilmente, tal como a um velho convalescente.
Todavia a atitude seguinte do antagonista é bastante enérgica e repulsiva para com a pessoa do fatigado jovem, que recebe um chute do qual seu estado não lhe permite escapar, sendo acertado fortemente no estomago, fazendo com que abrace o chão impactado pela dor.



Um reino arruinado...

O jovem homem lobo sentindo o sangue lhe subir a cabeça olha com fúria para seu contendor, convertendo naquele instante seu físico desanimo, por uma torrencial energia, que lhe parecia lubrificar os sentidos.
- Como ousas insultar nossa cidade, vil criatura maldita!Pague as dez moedas ou arremeta-te ao limbo de onde viestes, antes que com minha espada lhe mate! – Diz o Orc esbravejando, com a espada para o alto, inclinada ao garoto sobrevir por miserável esforço.
O homem lobo sorri com sarcasmo olhando ferozmente o orc, e antes que o mesmo seja capaz de impedir, o jovem rapidamente se levanta, apesar de alfinetado pela dor, ao mesmo tempo em que saca sua espada e ataca a verde criatura a sua frente, que por custo consegue defender seu ataque.
-Cavou sua cova como eu desejava filho de uma vadia!Agora vou te ceifar o hálito como um porco ao abate!! –Diz o Orc sarcasticamente com sorriso nos lábios, expressando seu bárbaro contentamento.

Porem o entrave dos dois é cortado no momento em que o soldado anão se aproxima e berra fortemente aos dois para pararem, ao mesmo tempo em que afasta agressivamente as laminas dos combatentes com seu machado, com uma rapidez que desarma a ação de ambos.
-Queres tu morrer lhe mato eu forasteiro! O que acontece aqui? – Diz o anão apontando agora seu machado contra o homem lobo, que estremece sentindo um frio lhe descer espinha abaixo a lhe deixar inerte.
-Capitão deixa me mata-lo!!!-Diz o orc sentindo se consumir completamente pela fúria.
O anão que aparentemente era o líder dos três, apesar de em primeira estância parecer agressivo, tem em sua segunda ação um ponderar ao impedir o massacre do jovem, que faz qualquer conceito ser descartado.
O pequeno porem robusto ser de barbas cor de fogo, apesar do frio olhar contra o homem lobo, age de forma razoavelmente polida. É questionado o jovem sobre o porquê de sua ação agressiva, e o mesmo ainda tremulo descreve sua recepção, sem palavra alguma deturpar para uma iníqua versão. Depois disso os maciços lábios do anão retém-se a apenas poucas palavras.
-Jovem... pague logo o dinheiro, ou caia fora daqui!- Diz o anão rispidamente.
Sentindo-se acuado, porem sem ter outra alternativa, pensando no caminho que teria de percorrer até a próxima parada, o homem lobo a contra gosto paga as dez moedas de ouro exigidas, que mesmo sem ser de perto as ultimas, ainda assim haveriam de fazer uma grande falta.

Os dois guardas a comando do anão permitem a entrada do jovem. Todavia o orc ainda sentia um intenso rancor para contra o homem lobo, e não deixa de mesmo por breves instantes olhar com ódio o rosto do esgotado rapaz, que começava a caminhar pelo inicio da cidade.
-Deixa a “princesinha” passar grandão – Diz o homem rato ao Orc, referindo se ao homem lobo, que mesmo irritado com o comentário não expressa sentimento algum.
Enquanto entra o jovem observa com clareza o antes embaçado brasão da cidade. O mesmo é formado por uma armadura ao centro, atravessada por duas espadas cujas pontas dos cabos tinham a imagem de um ancião, e o centro da armadura do brasão tinha uma moeda com a mesma face, porem de frente ao invés de lateralmente.
Alem disso o garoto pos também maior atenção sobre a placa com o nome da cidade, e ficou aborrecido ao ler as palavras “bem vindo” sobre o nome da mesma, em vista do tratamento que tivera.

Aquietou-se a mente do jovem quando seus olhos observaram o estado decadente da cidade, percebido logo nos primeiros passos no local. As ruas eram de uma terra amarelada como areia, e os poucos locais onde o chão era composto por uma arrumação de pedras, tinha se as mesmas deterioradas. Alem de ser muito pouco arborizada e de construções decadentes.
Haviam algumas construções mais conservadas, melhor edificadas, que se observadas individualmente pareciam estar no ambiente errado, porem o resto parecia ter sofrido com o mesmo tipo de evento que desfigurou os portões da cidade. Os mesmos apesar de abatidos, todavia, ainda tinham detalhes a fazer se imaginar que aquele reino teria sido muito belo.

Como o reino não é tão grande o homem lobo consegue chegar após cerca de 20 minutos de caminhada ao centro dele, uma praça repleta de movimentação em função de uma caravana de espetáculos que estava fazendo sua apresentação por ali aqueles dias. Haviam acrobatas, mágicos, comediantes, animais diversos, entre outras atrações.
Ficou por um momento o homem lobo encantando por tudo que vira, pensando em juntar se a multidão ali presente, porem ao lhe gritou mais alto.Sensações de dor no corpo, tontura, visão turva, alem de um estranho formigamento, lhe fizeram escolher rapidamente, apesar de a contra gosto, o próximo lugar que iria adentrar, que seria a enfermaria mais próxima.

Questiona por fim o jovem rapaz a pessoa mais próxima a qual vê, e que pensa ser descente, aonde fica a enfermaria mais próxima, e sentindo as forças lhe faltar, e um “suor seco” lhe fluir pelo esforço em manter se a mover, consegue chegar a enfermaria cambaleante.
Apesar do aspecto geral da cidade, a enfermaria mantinha-se em um estado razoavelmente agradável. As enfermeiras do local, eram uma penkhyt, de cabelos loiros curtos, duas gêmeas gorinz de pelos pretos, e uma mulher que parecia ser a mistura de uma mulher pata, com bico negro, e penas brancas, com uma mulher gato, tendo pequenas e desengonçadas orelhas pontudas, alem de um desproporcional rabo comprido, cujos pelos não lhe comportavam. Todas elas apesar de terem características diferentes apresentavam um comportamento similar, sendo gentis, apesar de recobertas de um ar distante e frio.
O jovem foi atendido por uma das gêmeas gorinz, que após lhe questionar bastante desconfiada coisas a respeito das feridas, e sobre o lugar de onde veio, o encaminha a um quarto, onde um doutor da raça dos homens raposa, de pelos azulados, o atende. Ele pede ao jovem primeiramente que tire sua mochila e armaduras, para examiná-lo, e faz algumas questões. Entrega em seguida uma medicina contra o vírus obtido pelo contato com os nefastos corpos dos mortos vivos, que o rapaz ingere, e após isso aplica medicinas também nas feridas do garoto, que ardem razoavelmente. Após isso conversa um pouco com o rapaz.
- Pelo que descreveu foi vitimado por uma investida de cadáveres, provavelmente animados pelo encantar brilho tétrico da lua vermelha...foi imprudência sua perambular por ai, com um pressagio como este. –Diz o doutor, mostrando se preocupado com o acontecimento com o jovem, parecendo dizer bem menos do que conhece sobre o assunto discorrido, de uma forma estranha – Todavia tens a sorte de sua raça ter uma resistência incomum, alem de uma rápida recuperação, ou agora poderia estar por ai assombrando como os que tu abateu há - há - há. Descanse agora, durma um pouco, pois isso lhe ajudara a recuperar as forças, sem contar que a medicina que lhe apliquei lhe deixara tonto por algum tempo, sendo melhor ficar aqui.

O homem lobo sem pestanejar concorda com o simpático doutor, e fecha os olhos, procurando relaxar.Tem como ultima imagem antes de tudo escurecer, as costas do doutor, cujo sobretudo amarelo, sobre a camisa branca, e calças acinzentadas, tinha um símbolo de uma cruz azul, com o brasão da cidade no meio, que desta vez lhe soa como uma agradável visão dos domínios de Arbsom.

*(fim do primeiro capitulo)


Pessoal, pessoal, pessoal, é isso ai, por fim encerrei o primeiro capitulo, uma amostra do que escrevo.As demais partes, próximos capitulos não serão aqui apresentados, mas ja da para se ter uma ideia do que isso está ficando.

Abraço a todos!!!

Vlw OCP e Brazzzil por me acompanharem sempre na jornada!

Até mais ver pessoal.

2 comentários:

  1. Gostei ler mais este capitulo, Bes! :D

    Respondeu a questões em aberto nos capítulos anteriores e deixou outras questões em aberto para os próximos. Heh! Heh! Heh!

    Excelente Trabalho! Vc tem realmente um talento inato para contar uma boa história. :)

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  2. Muito bom, mas não gostei de você dizer que não mostrará os proximos capitulos.

    Espero então que quando publicares o livro eu receba um autografado.=))

    Parabéns de novo, amigo e continue a escreve e nos mostrar esse mundo novo.

    PAZ/PEACE
    Hercilio'BRaZZZil'

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