Agito do local

Photobucket

Cidade do meu coração

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Crônica de um Natal - PART II

7 comentários


Aproximava-se de sua casa um carro vermelho, com uma carreta totalmente enfeitada atrás, cujo um homem obeso, de cabelos e barbas brancas, e um vistoso saco, estava sentando em um banco, rindo sonoramente.

Junto dele haviam mais dois carros, com vários presentes, e outras surpresas.Glória ria intensamente, eufórica, enquanto gritava a mãe que o papai Noel estava chegando.


A mãe, não crendo no que a menina estava dizendo, se aproxima preocupada, acreditando ser alguém simplesmente vestido de papai Noel em outra residência. Porem, para sua surpresa, esse "simples" alguém, estava à frente de sua residência, com outras pessoas junto dele, anunciando que haviam trazido presentes para a família.


Sem mais demoras a vizinha pobre é tomada por curiosos, e crianças diversas, que tentam se aproximar do velhinho, que porem apenas dispensa atenção à família. Ele procura por Glória, dizendo que como ela foi uma boa menina, vai receber os presentes do papai Noel, que mesmo tendo demorado, não havia se esquecido dela.


Os irmãos de Glória riam de alegria, enquanto Glória chorava intensamente, emocionada por que o papai Noel havia se lembrado dela. Sua mãe também chorava, e agradecia a Deus, por ter trazido aquelas pessoas, que não sabia de onde vinham, mas com certeza, haviam sido enviadas pelos céus.Sem mais demoras, o bom velhinho diz a todos que alem dos presentes, irão ganhar um dia no Shopping, podendo comer o que quiserem, alem de se divertir nos brinquedos.



Todos assim entram no carro, e se dirigem a um dos shoppings mais bonitos da região, onde as crianças brincam em companhia do bom velhinho que chama a atenção de todos.Nesse meio tempo, os demais membros da produção conversam com Tereza, a mãe de Glória, que acaba descobrindo por fim, o porquê de tudo aquilo(a carta).Perplexa, a mãe fica sem jeito com tudo aquilo, agradecendo muito a produção.


Porem a produção desejava, alem disso, ajudar a mulher de alguma forma, dizendo que iriam anunciar, sem qualquer custo, suas referencias no jornal, para que pudesse encontrar um emprego melhor. Questionam então, por curiosidade, sobre as qualificações de Tereza, descobrindo assim que ela havia estudado letras, faltando um semestre para se formar(parou os estudos depois que o marido a deixou).Decidem então tentar conseguiu uma vaga para a batalhadora senhora na redação, depois de descobrirem que a mesma gostava bastante de escrever, e havia escrito vários artigos bem interessantes na época da faculdade.



Mesmo sem ter a faculdade especifica para trabalhar na área, Tereza acaba sendo chamada para um período de experiência, após uma rápida entrevista, e torna-se em pouco tempo uma grande colunista, escrevendo várias textos que acabaram caindo no gosto do publico, e ainda acarretando mais vendas ao jornal.Apesar disso Tereza não parou, continuou criando seus filhos, retomou a faculdade de letras, e tornou-se depois de algum tempo uma renomada professora do ensino fundamental, fazendo a diferença na vida de muitas crianças.


Glória, agora com 16 anos, relembra com carinho tudo que passou, até tornar sua vida daquela forma, bem melhor que há oito anos atrás.Ela agradece a Deus por ter lhe dado fé o suficiente para acreditar, mesmo que outros dissessem o contrário, mesmo que tudo fosse contra, que o papai Noel realmente poderia existir.


A garota provou que quando acreditamos tudo pode ser possível, alem do que imaginamos.Provou que o potencial, temporariamente limitado de alguém, não delimita quem ela é, mas apenas, as vezes, que ainda não recebeu a oportunidade certa de mostrar o seu valor, de mostrar quem realmente é, e a diferença que pode fazer.



Alem disso, conseguiu mostrar a uma sociedade(o evento foi divulgado na mídia, pouco depois) incrédula, e amarga, que ainda existem pessoas boas, e solidárias, capazes de amar os outros, de tal maneira, a fazer o natal, que muitos consideram como meramente comercial, ter sentido em existir.



FELIZ NATAL A TODOS


INDEPENDENTE DAS CIRCUNSTANCIAS


FAÇAM A DIFERENÇA


Chega ao fim a minha postagem deste natal.Espero que todos tenham gostado.
Procurei reunir no texto, tudo que para mim representa a essencia do que é o natal, que é um sentimento de amor. Amor esse que deve se extender a todas as criaturas.

Na postagem procurei reunir fotos que tirei por esses tempos, que acredito tenham ilustrado bem o conto da pequena Glória.
Dentre essas, uma de um molequinho com um enorme sorriso, é de meu particular. Ganha um parabens aquele que adivinhar quem é o menino com brinquedos. Bons tempos...

Ademais, deixo um grande abraço a todos, boas festas de final de ano, e até novas postagens.

Quanto ao que havia prometido no post anterior, sobre os trabalhos da faculdade, irei deixar para outra postagem, quando reunir melhor o material. Porem tem muita coisa interessante, vale a pena aguardar.

Ate breve.

Wendel aka Bersebah

sábado, 3 de dezembro de 2011

Crônica de um Natal - PART I

2 comentários


Crônica de um Natal - PART I

Houve uma vez uma menina muito pobre, que desejava uma boneca, e pediu em suas preces que a personalidade tão falada, de um idoso chamado Noel a trouxesse.

O que ela todavia não imaginava, era que Noel era uma lenda, quase um conto de fadas, alguém que na verdade não existia.


Um jornal, porem, faria a diferença na história.

Nele havia o artigo com o seguinte titulo na capa:“Escreva sua carta ao caridoso e muito rico papai Noel, o velhinho que vai dar muitos presentes neste natal, se você foi um bom menino(a)"

Aquele artigo... Não tinha relação com o natal, nem tão pouco era a promessa de dar presentes a ninguém.

Na verdade, era uma reportagem que utilizava o titulo do natal, a imagem do papai Noel, para amparar uma campanha contra a corrupção e a hipocrisia, contra a política.


A menina ,porem, vendo aquele titulo, não pensou duas vezes, e escreveu uma carta ao papai Noel, encontrando um meio de descobrir o endereço do jornal, para poder enviá-la, acreditando assim que a carta poderia, quem sabe, chegar ao bom velhinho.


Na redação, cerca de uma semana depois, quatro dias antes do natal, a redação, perplexa, recebia a humilde carta da menina de 8 anos, que, em sua inocência, pedia por uma boneca, que havia visto numa loja, e que tanto gostaria de ganhar.

Alem disso, pedia também por sua família, cuja mãe, muito doente, mal tinha condições de continuar trabalhando de faxineira para suprir as necessidades do lar. E para piorar, o pai, que mal conheceu, deixou a família já tinha quatro anos, deixando ela e seus três irmãos desamparados.


Todos na redação estavam sem fala...era algo inédito o que estavam vendo.


No primeiro momento pensaram ser uma brincadeira de algum leitor querendo chamar a atenção. Porem a caligrafia, a localização de origem da carta, levavam a crer que tudo era verdade.

Desta forma, sensibilizados com a o que leram, todos decidiram fazer o natal daquela família, algo jamais visto!


Para conseguir isso, um deles foi primeiro a região, para tentar sigilosamente investigar a família.Assim pode verificar que realmente moravam ali as pessoas mencionadas na carta, e que passavam por muitas dificuldades.

Assim todos eles juntaram parte de seu décimo terceiro, e no dia 25 pela manhã combinaram de ir à casa da menina, que de forma tão bucólica havia escrito para eles.


Glória, a menina da carta, estava emburrada em um canto, triste por não ter recebido o presente do bom velhinho, e ainda imaginando ser uma má menina por isso.Sua mãe, em uma tentativa de consolá-la, apenas dizia que o bom velhinho havia se atrasado, e que em breve iria chegar.Porem no fundo a mãe apenas desejava fazer a menina esquecer o assunto, não faze-la mais pensar nisso.

Mesmo assim, era doloroso para ela não poder dar aos filhos o natal que gostaria, repleto de presentes e guloseimas, com uma grande ceia.


Próximo do meio dia ela chama seus filhos que vão almoçar sem demora. Menos Glória, que ainda triste, continuava olhando a janela, enquanto via algumas crianças brincando com seus brinquedos novos.Isso era muito doloroso para ela.

Neste instante a menina se levanta, tendo em seus olhos um súbito ganho de vigor, ao mesmo tempo em que sorri intensamente, com o que estava vendo.


(CONTINUA...)

Essa foi a primeira parte de duas de uma cronica, contando a história da pequena menina. A outra parte irei colocar daqui alguns dias, pouco antes do natal. Obrigado aos passantes pelas visitas.

No próximo post irei colocar também fotos, e videos do meus projetos da faculdade, que lembrando, é CRIAÇÃO DE JOGOS DIGITAIS.

Até breve

Wendel aka Bersebah